quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Linha do tempo dos Profetas Menores


Reis após a divisão do Reino de Israel

Ano AC

Antes de
Cristo

Reino de Judá
Capital Jerusalém
2 tribos (reino do sul)
Judá e Benjamim

Duração do reinado




Profetas


Ano AC

Antes de
Cristo
Reino de Israel
Capital Tirza e Samaria
10 tribos (reino do norte)
Rubem, Simeão, Dã, Naftali,
Gade, Aser, Issacar, Zebulom,
(Manassés e Efraim filhos de José)

Duração do reinado



Profetas
975
Roboão (Reoboão)
Ou Abião I Reis 12:21
17 ruim
Ido

975
Jeroboão
I Reis 12.20
22 ruim

958
Abias II Crônicas 13.2
03 + -





Aias
955
Asa II Crônicas 16.13
41 bom











953
Nadabe  I Reis 15.25
2 ruim






951
Baasa  I Reis 15.33
23 ruim
Jeú





928
Elá I Reis 16.8
2 ruim







926
Zinri  I Reis 16.15
7 dias




Jeú

Tíbni I Reis 16.21-22


Onri I Reis 16.23
12 ruim
Miquéias





914
Acabe  I Reis 16.29
22 ruim
Elias
914
Jeosafa II Cr. 20.31
25 bom
Eliezer

892
Acazias  I Reis 22.52
2 ruim

889
Jeorão II Crônicas 21.20
8 ruim
Elias

890
Jorão  II Reis 1.17
12 ruim

881
Acazias II Crônicas 22.2
1
II Crônicas 21.12

878
Jeú  II Reis 10.36
28 + -
Elizeu 
880
Atalia II Crônicas 22.12
6 ruim


850
Jeoacaz  II Reis 13.1
17 ruim
Jonas
874
Joás II Crônicas 24.1
40 bom


833
Jeoas  II Reis 13.10
16 ruim
Elizeu morre
834
Amazias II Crônicas 25.1
29 + -


817
Jeroboão II II Reis 14.23
41 ruim
Oseías
805
Uzias ou Azarias
55 bom



776
Zacarias  II Reis 15.8
6 meses
Amos

II Crônicas 26.3



Salum  II Reis 15.13
1 mês
Joel





Menaem  II Reis 15.17
10 ruim






766
Pecaias  II Reis 15.23
2






764
Peca II Reis 15.27
20 ruim

750
Jotão II Crônicas 27.1
16 bom
Isaias

744
Oséias II Reis 17.1
9 ruim

734
Acaz II Crônicas 28.1
16 ruim
Jeremias

735
Cativeiro de Israel para Assíria


718
Ezequias II Crônicas 29.1
29 bom
Naum


(norte do Iraque)


689
Manasses II Crônicas 33.1
55 ruim
Hulda





634
Amom  II Crônicas 33.21
2 ruim
Miqueias





632
Josias II Crônicas 34.1
31 bom
Habacuque
Sofonias

615
Assíria e subjugada pelo império Babilônico (Atual Iraque)


601
Jeoacaz II Crônicas 36.2
3 meses






Jeoiaquim
II Crônicas 36.5
11 ruim
Jeremias

604
Nabucodonosor II Rei da Babilônia subjuga Judá.


590
Joaquim II Crônicas 36.9
100 dias
Ezequiel





Zedequias II Crônicas 36.11
11






587
Cativeiro de Judá para Babilônia

Obadias



587
Nabucodonosor II Rei da Babilônia leva o povo de Judá cativo.





Daniel

537
Ciro II Rei da Pérsia (Atual Irã) subjuga o império Babilônico.

Daniel
537
Êxodo



537
Ciro II Rei da Pérsia. Ordena que os Judeus retornem a Israel


492
Reconstrução de Jerusalém

Ageu
Zacarias




Ageu
Zacarias



Esdras




Esdras



Neemias




Neemias



Malaquias




Malaquias
400


Silêncio

400


Silêncio





150
Inicio do Império Romano


0
Nascimento de “Jesus”



0
Nascimento de “Jesus”


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


MEU PLANO DE AULA

LIÇÃO 12 – 18 DE DEZEMBRO DE 2011
“Barnabé, o defensor do evangelho da graça”

TEXTO ÁUREO
“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”. Gl 1.8

VERDADE APLICADA
A sã doutrina bíblica deve ser a bandeira hasteada e defendida pelos obreiros do Senhor Jesus Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar como surgiu uma batalha no plano doutrinário capaz de ameaçar o Evangelho da graça;
Destacar como Paulo e Barnabé atuaram como defensores do Evangelho.
Descrever como a controvérsia foi resolvida e seus efeitos posteriores.

GLOSSÁRIO
Ideológico: Tratado das idéias, conjunto articulado de idéias;
Cisma: Separação do corpo de uma igreja;
Rechaçar: Recusar; oferecer resistência.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira: Sl 16.5
  • Terça feira: Sl 16.6
  • Quarta feira: At 15.3
  • Quinta feira: At 21.20
  • Sexta feira: Gl 2.12
  • Sábado: 1Ts 2.19,20

INTRODUÇÃO.
A mensagem apologética é aquela que pretende defender um determinado ponto de vista. Ela é tanto defensiva quanto preventiva no que concerne aos ensinamentos doutrinários.  Barnabé e Paulo mantinham um status de líderes da Igreja em Antioquia quando a ameaça do ensino judaizante chegou. Assim, eles prontamente procuraram defender a pura doutrina cristã como até então haviam ensinado, com a finalidade de proteger os irmãos no plano ideológico até que o problema fosse solucionado.

1. O EVANGELHO DA GRAÇA AMEAÇADO INTERNAMENTE
O evangelho da graça de Deus consiste em oferecer a salvação pela fé em Jesus, por meio do arrependimento dos pecados (At 2.38; Ef 2.8). Havia em Antioquia uma grande Igreja de judeus e gentios, dois seguimentos que provaram de uma mesma graça. Todavia, estava entre eles um grupo de Jerusalém que não conseguia entender a natureza da nova aliança em toda a sua amplitude e, por esse motivo, um conflito foi gerado por falta dessa compreensão.

COMENTE
1.1. Um novo ensino procedente de Jerusalém
1.2. As consequências do falso ensino
1.3. Entendendo a circuncisão

 2. O CONTRASTE ENTRE ISRAEL E O POVO GENTÍLICO
Deus escolheu Israel para dar testemunho do Seu nome ao mundo. Era um povo distinto, separado e único. Todas as nações ao redor de Israel estavam mergulhadas no animismo, que é culto aos animais; no polidemonismo, culto a muitos demônios; ou, no politeísmo, culto a muitos deuses.  No meio de um mundo totalmente perdido no paganismo, Israel estava sendo levantada como testemunha do verdadeiro Deus.

COMENTE
2.1. Israel e o modelo divino 
2.2. O orgulho e o desdém pelos povos não circuncidados
2.3. A constante opressão gentílica

3. OS DEFENSORES REAGEM, O EVANGELHO DA GRAÇA TRIUNFA
Paulo e Barnabé rechaçaram de pronto os ensinos dos que vinham de Jerusalém, pois compreendiam que a salvação é pela fé e não por meio da observância de ritualismos e tradições externas (At 15.14-19). Mesmo assim, a Igreja decidiu enviar os apóstolos e presbíteros para Jerusalém, para que a questão fosse resolvida a partir de lá para toda a cristandade dali, e florescesse em todo lugar.

COMENTE
3.1. Diferentes argumentos, mas uma só visão
3.2. A situação dos gentios
3.3. O poder da graça divina

CONCLUSÃO
Os gentios não conheciam o verdadeiro Deus e praticavam uma idolatria ridícula. Essa era a fotografia da alienação espiritual dos gentios (Gl 4.8). A história, para os gentios, não levava a parte alguma, porque não possuíam uma esperança de salvação, não criam no Messias que viria como herói para consertar todas as coisas, nem havia qualquer promessa de melhores dias no futuro. Até que, finalmente, a graça os alcançou, quebrando todos os protocolos religiosos, dando a eles os mesmos privilégios que os judeus possuíam. Aleluia!


Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: BARNABÉ – Editora Betel - 4º Trimestre 2011 – Lição 12.

sábado, 10 de dezembro de 2011


LIÇÃO 11 – 11 DE DEZEMBRO DE 2011
“Barnabé, um líder comprometido em manter os resultados”

TEXTO ÁUREO
“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos”. Rm 16.25

VERDADE APLICADA
Não basta apenas conquistar a almas para Cristo, devemos propiciar que se mantenham a Ele ligadas através de um trabalho de confirmação.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Estudar a estratégia de confirmação e fortalecimento de Barnabé e Paulo às Igrejas;
Ressaltar a importância de prover uma liderança para manter o trabalho;
Apelar a um envolvimento maior na consolidação dos resultados evangelísticos.

GLOSSÁRIO
Hordas: Tribos selvagens; Bandos;
Salteadores: Ladrões de estrada;
Sobressair: Chamar a atenção.

LEITURAS COMPLEMENTARES
  • Segunda feira:  Mc 8.35
  • Terça feira: Rm 1.16
  • Quarta feira: At 20.28
  • Quinta feira: 1Co 1.18
  • Sexta feira: 2Co 4.5
  • Sábado: 1Pe 1.24,25

INTRODUÇÃO.
Não faz sentido plantar uma grande lavoura e abandonar os seus frutos ao desperdício, isso seria pecar contra Deus. Semelhantemente, na colheita de almas, não convém conduzir pessoas à salvação e deixá-las sem acompanhamento, sem instrução, para que não deixem de desenvolver-se por falta de assistência. Nesta lição estudaremos acerca dos líderes que buscam não somente resultados iniciais, mas que propiciam a outros o direito de serem acompanhados em seus primeiros passos no cristianismo.

1. TRABALHANDO COM A VISITAÇÃO
“E, tendo anunciado… e feito muitos discípulos, voltaram… (At 14.21). Os princípios utilizados numa colheita de grãos abundantes e na colheita de almas são muito semelhantes, ambos precisam ser conservados. Trabalhar na visitação de Igrejas recém-plantadas, e de novos convertidos, é necessário para prover-lhes o acompanhamento e a motivação para que se mantenham firmes de coração na presença de Deus.

COMENTE
1.1. O acompanhamento da obra
1.2. Motivando a visitação
1.3. Compartilhando as boas novas





2. FORTALECENDO OS DISCÍPULOS
Além de visitar as novas Igrejas e rever os irmãos, era necessário fortalecê-los, porque as dificuldades permaneciam por terem se afastado do seu ponto de origem, à sinagoga. Por amor a Cristo, muitos estavam com seus lares divididos, sendo este, muitas vezes, um inevitável preço do discipulado. Entre tantas dificuldades, não seria parando de caminhar que a situação mudaria, mas prosseguindo para o alvo da suprema chamada  agradariam a Deus (Fp 3.13).

COMENTE
2.1. A importância do encorajamento
2.2. No mundo tereis aflições
2.3. Explicando com clareza

3. ELEGENDO PRESBITÉRIOS LOCAIS
A primeira vez que é mencionada, a palavra “presbítero” está veiculada à Antioquia da Síria, onde ainda estavam nessa época Barnabé e Paulo, quando se envolveram numa coleta social para os irmãos na Judeia, e ambos foram enviados pelo “presbitério” dali para conduzir o socorro alimentício (At 11.27-30). Apesar do silêncio acerca da existência de anciãos na Igreja até esse momento, é evidente que em Jerusalém já existiam;  foram eles que examinaram, junto aos apóstolos, a questão da obediência ao rito mosaico, chegando a uma solução satisfatória depois de amplo debate (At 15.2,4, 6,22).

COMENTE
3.1. A necessidade de presbíteros em cada igreja
3.2. Encomendados ao Senhor em quem haviam crido
3.3. Eles puseram os alicerces e prepararam o caminho

CONCLUSÃO
Quase dois mil anos se passaram, mas a estratégia missionária de manter as Igrejas recém-plantadas permanece, tendo suas bases nascido naquela época. Somos inspirados a um zelo apostólico pelos novos convertidos e novas Igrejas como se fossem nossos filhos, por quem sofremos. Com princípios simples, práticos e básicos como visitar, encorajar, instituir líderes e finalmente, encomendá-los à graça de Deus.


Fontes:
Bíblia Sagrada – Concordância, Dicionário e Harpa - Editora Betel,
Revista: BARNABÉ – Editora Betel - 4º Trimestre 2011 – Lição 11.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PROFISSÃO: TEÓLOGO


2631-15 - Teólogo 
  O presente artigo foi elaborado a partir da consulta ao site do Ministério do Trabalho sobre Classificação Brasileira de Ocupações e do projeto de lei de 2005 apresentado ao Senado Federal Brasileiro disponível no site do Senado.
 1. HISTÓRICO DA CBO (Classificação Brasileira de Profissões)
 A estrutura básica da CBO foi elaborada em 1977, resultado do convênio firmado entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas - ONU, por intermédio da Organização Internacional do Trabalho - OIT, no Projeto de Planejamento de Recursos Humanos (Projeto BRA/70/550), tendo como base a Classificação Internacional Uniforme de Ocupações - CIUO de 1968.
Coube a responsabilidade de elaboração e atualização da CBO ao MTE, com base legal nas Portarias nº 3.654, de 24.11.1977 e nº 1.334, de 21.12.1994. É referência obrigatória dos registros administrativos que informam os diversos programas da política de trabalho do País. É ferramenta fundamental para as estatísticas de emprego-desemprego, para o estudo das taxas de natalidade e mortalidade das ocupações, para o planejamento das reconversões e requalificações ocupacionais, na elaboração de currículos, no planejamento da educação profissional, no rastreamento de vagas, dos serviços de intermediação de mão-de-obra.
  2. PARTICIPANTES DA DESCRIÇÃO
  a) Especialistas: Ahamd Ali Abdo El Shafi; Antonio Ailton Pereira; Antônio Carlos Karaí Mirim de Lima; Arthur Shaker Fauzi Eid; Benedito Ferraro; Carlos Roberto Perassim; Davi Augusto Marski; Ednilson Turozi de Oliveira; Francelino Vasconcelos Ferreira; Helene Gateen; Ivan de Almeida; Ivonete Silva Gonçalves (Shakumi Jokó); Iya Sandra Medeiros Epega; Iyalorixá Sylvia de Oxalá (Sylvia Egydio); Jorge Nogueira Salvador; José Fernandes Soares Karaí Poty; José Oscar Beozzo; José Valério Lopes dos Santos; Monja Coen - Cláudia Dias Batista de Souza; Mustafa Chukri Ismail Ali; Nelson Luiz Campos Leite; Nilva Teresinha Fernandes; Paulo Fernando Carneiro de Andrade; Ricardo Mario Gonçalves (Shakuriman); Salaheddine Ahmad Sleiman; Samir El Hayek; Santa Fernandes Soares Keretxú; Sheikh Muhammad Ragip.
b) Instituições: Aldeia Guarani Pico do Jaraguá; Arquidiocese de Campinas – SP; Associação Paulista Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia; Associação Religiosa Nambei Honganji Brasil Betsuin; Centro ecumênico Serviço á Evangelização e Educação Popular; Colégio Islâmico Brasileiro; Comunidade Evangélica Apostólica; Comunidade Vida; Conselho Administrativo Ortodoxo de São Paulo; Escola Estadual Dep. Cândido Sampaio - São Paulo; Ile Leviwyato - Templo de Culto a Orixá; Instituto Axé Ilé Oba; Instituto de Desenvolvimento das Tradições Índígenas – Ideti; Instituto Metodista de Ensino Superior; Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-brasileira; Marsam Editora Jornalística; Mesquita Brasil - São Paulo; Ordem Sufi Halveti Jerrahi; PUC – Campinas; PUC - Rio de Janeiro; Secretaria Estadual de Educação - São Paulo; Sociedade Educadora São Francisco Xavier; Soto Shu (Zen Budismo com Sede no Japão); UNICAMP - Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp.
3. O PROFISSIONAL TEÓLOGO
  A profissão de Teólogo pertence à família de profissões 2631 que é composta também por Ministros de culto, missionários e profissionais assemelhados. O código específico na CBO para a profissão é o T2631-15.
O Teólogo pode ser chamado por outros nomes, isso conforme a religião: Agbá, Álim, Bokonô, Cádi, Consagrado, Conselheiro correicional eclesiástico, Conselheiro do tribunal eclesiástico, Especialista em história da tradição, doutrina e textos sagrados, Exegeta, Imã, Juiz do tribunal eclesiástico, Leigo consagrado, Mufti, Oba, Teóloga.
Os profissionais podem desenvolver suas atividades de forma profissional ou voluntária, em templos, igrejas, sinagogas, mosteiros, casas de santo e terreiros, aldeias indígenas, casas de culto etc. Também estão presentes em universidades e escolas, centros de pesquisa, sociedades beneficentes e associações religiosas, organizações não-governamentais, instituições públicas e privadas.
Espera-se que os Teólogos tenham formação superior em Teologia; não é incomum entre eles, porém, a presença de títulos de pós-graduação ou cursos equivalentes. Ascender a níveis superiores de estudo pode facilitar também a progressão das outras duas ocupações na carreira eclesiástica. Qualquer que seja a tradição religiosa, contudo, tanto ou mais que a formação, contam a fé e o chamamento individual para o serviço do divino.
  4. ATIVIDADES REALIZADAS PELO TEÓLOGO
  4.1 DIRIGIR E ADMINISTRAR COMUNIDADES
  Orientar religiosamente a comunidade; Organizar a catequese; Organizar as pastorais; Orientar sobre a lei islâmica (charia); Participar de assembléias, conselhos, sínodos, concílios; Orientar espiritualmente a comunidade; Participar de confederações, federações, conselhos dos mais velhos; Elaborar estatutos e regimentos internos; Requerer registros de funcionamento junto aos órgãos competentes; Responder juridicamente pela entidade; Buscar recursos financeiros (dízimos, ofertas, empréstimos etc).
  4.2 FORMAR PESSOAS SEGUNDO PRECEITOS RELIGIOSOS DAS DIFERENTES TRADIÇÕES
  Proferir palestras; Publicar artigos em revistas, jornais, livros e afins; Orientar a formação religiosa; Avaliar os formandos no seu processo de aprendizagem; Dar aulas; Divulgar tradição; Adequar leis religiosas ao ambiente sócio-cultural; Promover retiros espirituais; Dirigir centros de formação religiosa; Dirigir estabelecimentos de ensino; Atuar como missionário dentro ou fora do país; Ensinar idioma original da tradição religiosa; Fazer ou formar discípulos; Elaborar material de ensino e difusão audiovisual, digital etc.
  4.3 ORIENTAR PESSOAS
  Opinar sobre assuntos polêmicos;
  4.4 REALIZAR AÇÃO SOCIAL JUNTO À COMUNIDADE
  Apoiar movimentos populares; Realizar ações contra discriminação e exclusão; Manter com recursos próprios publicações impressas, áudio visual etc.
  4.5 PESQUISAR A DOUTRINA RELIGIOSA
  Realizar estudos especializados sobre a doutrina religiosa; Consultar bibliotecas, videotecas etc; Pesquisar na tradição e nos textos sagrados; Buscar significado da tradição e textos sagrados para o contexto atual; Sistematizar informações relativas aos textos sagrados; Sistematizar informações das tradições orais e escritas; Participar de diálogos inter-religiosos; Participar de diálogos inter e trans-disciplinares; Exercer espírito crítico sobre a tradução de textos sagrados; Traduzir textos religiosos a partir dos originais; Participar de congressos, seminários especializados; Atuar em centros de pesquisa; Fazer análise e interpretação da tradição e textos religiosos; Assessorar a comunidade religiosa e seus líderes; Prestar assessoria sobre questões éticas e religiosas; Divulgar resultados da pesquisa; Atuar em universidades (docência e pesquisa); Traduzir literatura especializada; Traduzir e textualizar as tradições orais.
  4.6 TRANSMITIR ENSINAMENTOS RELIGIOSOS
  Atuar dentro ou fora dos templos (zona urbana ou rural); Zelar pelo ensino ortodoxo e sistemático da tradição; Transmitir ensinamentos religiosos utilizando os meios adequados e específicos de cada tradição; Proclamar os princípios bíblicos; Ensinar o alcorão; Ensinar o respeito à vida, à ecologia, à cosmologia; Promover a paz e a justiça; Ensinar os sutras budistas; Ensinar Ilahis (música mística sufi).


4.7 PRATICAR VIDA CONTEMPLATIVA E MEDITATIVA
  Orar; Trabalhar e orar (leigos religiosos).
  4.8 PRESERVAR A TRADIÇÃO
  Registrar a memória religiosa; Adequar o ‘ethos’ religioso às condições locais.
  4.9 DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS
  Estudar a doutrina religiosa; Participar de atividades inter-religiosas; Estar aberto ao diálogo inter-religioso; Receber a revelação; Receber palavras de inspiração; Viver coerentemente com os ensinamentos; Fortalecer a fé através de atos, devoções e orações; Respeitar as tradições religiosas e seus preceitos morais; Professar a fé; Buscar equilíbrio de vida; Cultivar o amor, a justiça, a paz, a sabedoria e a compaixão; Estudar os valores humanos e princípios religiosos; Manter-se atualizado nas questões sociais polêmicas.
  4.10 RECURSOS DE TRABALHO
  Seiten (livro sagrado budista); Sagrado Alcorão; Bíblia; Textos (sutras, conciliares, da patrística etc.); Livros e literatura de cunho religioso; Material didático para instrução; Computadores, material de informática e aparelhos; Hadice (Tradições do profeta Muhammad - saws).
  5. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2005.
  Dispõe sobre o exercício da profissão de Teólogo, e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º. O exercício da profissão de Teólogo, observadas as condições de habilitação e as demais exigências legais, é assegurado:
I - aos diplomados em Teologia por estabelecimento de ensino superior, oficial ou reconhecido pelo poder público;
II - aos diplomados em curso superior similar, no exterior, após a revalidação do diploma, nos termos da legislação em vigor;
III - aos que, à data da publicação desta Lei, embora não diplomados nos termos dos incisos anteriores, venham exercendo efetivamente, há mais de cinco anos, a atividade de Teólogo, na forma e condições que dispuser o regulamento da presente Lei.
Art. 2º. Compete ao Teólogo:
I - ministrar o ensino da Teologia, desde que cumpridas as exigências legais;
II - elaborar, supervisionar, orientar, coordenar, planejar, programar, implantar, controlar, dirigir, executar, analisar ou avaliar estudos, trabalhos, pesquisas, planos, programas e projetos atinentes à realidade científica da religião;
III - assessorar e prestar consultoria a pessoas físicas e jurídicas, públicas ou privadas, relativamente à realidade científica da religião;
IV - participar dos trabalhos de elaboração, supervisão, orientação, coordenação, planejamento, programação, implantação, direção, controle, execução, análise ou avaliação de estudo, trabalho, pesquisa, plano, programa ou projeto global, regional ou setorial, atinente à realidade científica da religião.
Art. 3º. É permitida a formação de empresas ou entidades de prestação de serviços previstos nesta Lei, desde que mantenham Teólogo como responsável técnico e não atribuam a pessoas não habilitadas o desempenho das atividades que lhe sejam privativas.
Art. 4º. O exercício da profissão de Teólogo requer prévio registro no órgão competente.
§ 1º. O Poder Executivo adotará as providências necessárias para a criação do Conselho Nacional de Teologia e as suas Seccionais.
§ 2º. O registro de que trata o caput deste artigo se fará mediante a apresentação de documento comprobatório de conclusão dos cursos previstos nos incisos I, II e III do art.1º, ou a comprovação de exercício da profissão, na forma do inciso IV do mesmo artigo.
Art. 5º. O livre exercício dos cultos religiosos não é condicionado à participação, de qualquer forma, do Teólogo.
Art. 6º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO
 Na Europa, a Teologia, como ciência, floresceu a partir do século XI. Naquele tempo, de fato, a Teologia já tinha incorporado um milênio de história. O desenvolvimento de uma Teologia científica, dotada de uma própria e relativa autonomia, foi impulsionado pelo nascimento das universidades como corporações jurídicas autônomas, e pela integração da Teologia à universidade. Não menos importante é a distinção entre Filosofia e Teologia como áreas de estudos com objetivos diferentes. Entre os séculos XI e XII, a Teologia aparece como ciência autônoma.
Atualmente, a Teologia não se ocupa apenas com as questões internas de uma determinada igreja. Embora o seu estudo seja exigido, tanto pelas igrejas evangélicas, quanto pelas igrejas católicas, para a formação de seus pastores e padres, a Teologia não mais representa o único critério para as questões sobre como e em que lugar ela deva ser exercida. Seu estudo, combinado com o de outras disciplinas, confere-lhe uma competência interdisciplinar que fornece ao Teólogo um campo de atuação bastante amplo em todas as atividades em que o ser humano está presente.
Ao estudar o fenômeno religioso, algo tão profundo e arraigado em todos nós, o Teólogo procura, até onde é possível e de maneira objetiva e científica, explicar o fenômeno da fé.
No Brasil, os cursos de Teologia existem há séculos mas, infelizmente, sempre foram vistos apenas como formadores de recursos humanos para as organizações religiosas, de especialização de eclesiásticos.
O reconhecimento da Teologia, em 1999, pelo Ministério da Educação, como uma área específica do conhecimento humano, recupera para o País um atraso de séculos em relação à Europa, que, há muito, dispõe de dezenas de faculdades especializadas na formação de teólogos.
Apesar de vivermos num mundo secularizado e consumista, nunca se viu tanto interesse pela religião e sua aplicação em todos os setores em que atua o homem. Em conseqüência, a regulamentação do exercício dessa profissão se faz imperiosa, a fim de afastar do meio profissional aventureiros que podem causar sérios danos à transmissão científica de conhecimentos nessa importante área das ciências humanas.
Essas são as razões que motivam a formulação do presente projeto de lei, que ora se submete à apreciação dos nobres colegas integrantes desta Casa, na expectativa de sua pronta acolhida.
  Sala das Sessões,
  Senador MARCELO CRIVELLA
   REFERÊNCIAS
 Teólogo: Classificação Brasileira de Ocupações. Disponível em: http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2631-15>. Acessado em 24/01/2008.
 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2005. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/pls/prodasen/PRODASEN.LAYOUT_MATE_DETALHE.SHOW_
INTEGRAL?t=4875> Acessado em: 26/01/2008.



30 de Novembro - Dia do Teólogo


Prece pelos Teólogos Tomás de Aquino


Deus santíssimo, Deus Pai,
nós, teu povo e teus herdeiros,
te pedimos pelos teólogos.

Tu que te revelaste a nós pela Palavra de vida,
não permitas que não entendamos as palavras
dos teólogos na nossa vida;

Tu que te revelaste a nós pela encarnação de Jesus,
não permitas que eles falem de uma teologia
que não seja encarnada e sempre reveladora.

Deus santíssimo, Deus Pai,
Tu que és eterna luz e única verdade,
ilumina e esclarece o espírito dos teólogos,
que seus estudos sejam fruto do Espírito Santo,
de oração e de humildade,
fonte de esclarecimento para teu povo.

Que Tu não sejas para ninguém, sobre esta terra,
apenas um objeto de estudo, mas
a rocha segura sobre a qual podemos construir nossa casa.


Esse texto é uma colaboração de Glenn T. Every-Clayton, pastor e teólogo.